Bichos do Pantanal

Tuiuiú

O tuiuiú é a ave-símbolo do Pantanal e é uma das maiores aves da América do Sul. A distância entre as pontas das asas abertas pode chegar a três metros. Seu bico, cabeça e pescoço são pretos, o papo é vermelho e o corpo é branco. Seus ninhos são os maiores de todas as aves no Pantanal.

Capivara

A capivara é o maior roedor do mundo, podendo pesar até 100 quilos. As capivaras vivem em grupos familiares de até 30 capivaras. Vivem às margens dos rios, lagos e pântanos. Excelente nadadora, consegue percorrer grandes trechos debaixo d’água. A capivara nada em linha reta, deixando fora da água apenas as orelhas, olhos e narinas.

Onça-pintada

A onça-pintada é o maior felino do continente americano. Sua pelagem é amarelo-dourada e coberta por manchas negras, formando rosetas de tamanhos diferentes, com pintas em seu interior. Essas manchas são como a “impressão digital” do animal, pois cada onça-pintada tem um padrão único de pelagem.

Colhereiro

O colhereiro é uma ave muito bonita. Sua plumagem se torna cor-de-rosa após o terceiro ano de vida. Seu bico é muito comprido, sendo que na ponta é largo e achatado, parecido com uma colher. Vive aos bandos e procura alimento em pontos onde a água é mais rasa, mergulhando e sacudindo a “colher” do bico de um lado para o outro.

Cervo-do-pantanal

O cervo-do-pantanal é a maior espécie entre os cervos sul-americanos. Os chifres chegam a 50 cm de comprimento e podem ter até 29 pontas. A cada ano, entre dezembro e agosto, ele perde os chifres, que depois crescem de novo com uma ponta a mais. Seu pelo é castanho-claro, os pés e a boca são mais escuros. Em torno dos olhos o cervo tem um anel branco.

Tamanduá-bandeira

O tamanduá-bandeira tem pelo duro e grosso nos tons de cinza e preto. A cabeça é estreita e o focinho tem a forma de um tubo curvado para baixo. Ele não tem dentes em nenhuma fase da vida e não é um animal agressivo, mas para se defender fica em pé nas patas traseiras e espera o inimigo de braços abertos. Ele é capaz de atravessar a nado rios e lagos. Dorme enrolado, coberto pela cauda enorme.

Arara-azul-grande

A arara-azul-grande é a maior arara do mundo. Suas penas são azuis, sendo mais escuras nas asas. A base do bico e o contorno dos olhos são amarelos. O bico é preto, curvo e muito grande. Quando formam um casal, elas passam a maior parte do tempo juntas dividindo todas as tarefas e se alimentando em grupos. Uma arara fica de sentinela e, a qualquer barulho, dá um grito e todas saem voando.

Jacaré-do-pantanal

O jacaré-do-pantanal também é chamado de jacaré-piranha porque, mesmo com a boca fechada, muitos dentes ficam à mostra. Ele mede de dois a três metros e se alimenta de peixes. Faz seu ninho na mata e, nos meses de janeiro a março, põe de 20 a 30 ovos, que nascem depois de 80 dias. A mãe raramente se afasta do local.

Tatu-canastra

O tatu-canastra é o maior e mais raro tatu dos dias de hoje. Sua carapaça é muito grossa e resistente, e a maior parte do dorso é coberta por 11 a 13 cintas móveis. Possui unhas grandes e curvas que usa para cavar a terra em busca de alimento. É muito veloz e habita as orlas das matas.

Sucuri-amarela

A sucuri-amarela é a maior cobra do Pantanal. Chega a medir 4,5 metros e se alimenta de peixes, aves e pequenos mamíferos. Vive boa parte do tempo na água e são excelentes nadadoras. É menos agressiva que a sucuri-verde.

Pintado

O pintado é considerado um peixe nobre no Pantanal porque sua carne tem poucos espinhos e é muito saborosa. O pintado mede até 1,5 metro e pesa mais de 40 quilos. É um peixe de couro com coloração acinzentada e diversas pintas pretas pelo corpo. Engole a isca de uma vez, tornando fácil sua pescaria no anzol.

Tucano-toco

O tucano-toco ou tucano-açu é provavelmente a espécie mais conhecida da família dos tucanos. O que mais chama a atenção no tucano é o grande bico amarelo-alaranjado. Seu bico parece pesado, mas é leve para o seu tamanho. Suas penas são negras, o papo é branco e embaixo da cauda ele tem penas vermelhas. Ao redor do olho a pele é amarela e as pálpebras são azuladas.

Marcello Araujo

Nasceu no Rio de Janeiro e atualmente mora em São Paulo. É casado com a Andréa e pai da Laura e da Carolina. Juntos, gostam de montar quebra-cabeças, jogar dominó e jogo de memória. Ficou muito contente com a oportunidade de ilustrar estes três jogos para a Araquarela. Para criar as ilustrações, fez uma pesquisa sobre o Pantanal e aprendeu várias coisas novas. Marcello já ilustrou e escreveu vários livros infantis, entre eles O bloco, Psiu!, A caixa do Saci e O saco. Este último faz parte de bibliotecas escolares em todo o Brasil. Além de ilustrar, gosta de andar de bicicleta e tocar pandeiro…uma coisa de cada vez, é claro!