Cerrado

Caburé

O Caburé é uma coruja pequenina e brasileira. Uma das menores do mundo, seu tamanho é equivalente a de um pardal. Ela caça a partir de um poleiro alto, lançando-se em voo rápido em direção à sua presa, podendo capturar animais de até quatro vezes o seu tamanho. Ao contrário de outras espécies de coruja, é ativa à noite e também de dia. Possui um desenho na parte de trás da cabeça, em forma de uma face e, com isso, engana facilmente seus predadores.

Araçari Castanho

Essa espécie de ave se assemelha a um velho conhecido das matas brasileiras – o tucano – por conta de seu enorme bico. Possui o peito amarelo, recortado por uma contrastante faixa vermelha. Apesar de forte e grande, é muito delicado ao se alimentar de pequenos frutos, seu principal alimento. Habitante do cerrado, essa espécie mantém o seu grupo em união através de suas vocalizações. Costuma se refrescar nas bromélias, no alto das árvores, que ficam cheias durante a época de chuvas.

Ema

É a maior espécie de ave existente no Brasil. O adulto mede em torno de 1,30m. Tem o pescoço e pernas compridas e sua plumagem é pardo-acinzentada. Sua alimentação é onívora e costuma ingerir também muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração de seus alimentos, ajudando na digestão. É uma ave corredora, que vive nas planícies das regiões campestres e no cerrado. Embora possua grandes asas, ela não voa. São usadas apenas para se equilibrar e mudar de direção na corrida.

Marreco Pé Vermelho

O Marreco Pé Vermelho tem pequeno porte. Vive em banhados, onde retira seu alimento, faz seus ninhos e cria seus filhotes. Sua digestão, particularmente filtradora, permite que se alimente de plantas aquáticas, crustáceos e mariscos, além dos insetos e minhocas. Quando estão em perigo, voam sempre em silêncio e em alta velocidade.

Pica-pau-do-campo

É um grande pica-pau sul-americano, campestre e que passa boa parte do tempo no chão. Sua voz, bem variada e forte, serve para marcar território e como meio de comunicação entre o macho e a fêmea. Alimenta-se de insetos, formigas e cupins. Habita campos e cerrados, vive em casais e, às vezes, em pequenos grupos.

Jaguatirica

A jaguatirica é um mamífero da família dos felinos. É considerada o terceiro maior felino do continente americano, depois da onça pintada e do puma. A pelagem desse animal é curta, macia e brilhante. Ela possui grande semelhança com a onça-pintada, embora seja menor. Como a maioria dos felinos, a jaguatirica é um animal noturno, solitário e territorialista.

Tamanduá-bandeira

O tamanduá-bandeira tem enormes garras que o auxiliam em sua defesa e alimentação. Por não ser um animal ágil, nem agressivo, suas garras o permitem subir em árvores para se proteger de predadores. Com elas, também consegue atingir formigueiros ou habitações de insetos para se alimentar. Ainda que sua visão não seja boa, ele compensa com um olfato bastante apurado. Sua língua é enorme e possui uma espécie de saliva viscosa e pegajosa que o ajuda na captura de seus alimentos.

Lobo Guará

O lobo-guará vive no cerrado brasileiro e é considerado o maior canídeo da América do Sul. De pernas longas, orelhas grandes e pelos de cor laranja-avermelhada, pode atingir 1 metro de altura. Na época de chuva, alimenta-se basicamente de frutos, mas quando a estação é seca, a baixa quantidade de plantas, faz com que se alimente de pequenos animais. Ao contrário do que diz a sua fama, o lobo-guará é um animal tranquilo e tímido, só ataca quando se sente ameaçado.

Árvore Pequi

O pequizeiro é uma árvore de copa frondosa, que pode chegar a 12 metros de altura. O pequi é um fruto típico do cerrado, cuja nomenclatura vem do Tupi e significa “pele espinhenta”. De todos os frutos nativos do cerrado, o pequi é o mais consumido e comercializado. Tem grande poder nutricional e é utilizado na culinária regional em deliciosos pratos como o tradicional ‘arroz com pequi’.

Flor do Pequi

A flor do pequi é exótica, extremamente delicada, frágil e tem um aroma bastante peculiar. As flores são amarelas e se desgrudam, a qualquer vento, para longe do caule. O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro, com frutos madurando a partir de setembro.

Buriti

O buriti pode alcançar até 30 metros de altura. A polpa do seu fruto é muito saborosa, rica em vitamina C e bastante energética. Quando fermentada, se transforma em vinho. O seu óleo é usado para frituras. O artesanato local também se utiliza da riqueza desta planta. Sua madeira pode ser utilizada em áreas externas de casas, e as fibras de suas folhas, na confecção de esteiras, cordas e chapéus. Sua amêndoa também é utilizada para pequenas esculturas.

Mandacaru

Mandacaru é uma espécie de cacto, típico das caatingas áridas do nordeste brasileiro. Tornou-se símbolo da seca e pode ser facilmente visto na paisagem do sertão. As flores geralmente aparecem no meio da primavera, somente durante à noite. Diz o ditado popular que “mandacaru não dá sombra nem encosto”, mas é ao mandacaru que as pessoas recorrem quando chega a grande seca, pois é resistente ao clima semiárido, tendo a capacidade de acumular muita água em seus ramos.

Caliandra ou Flor do Cerrado

Caliandra é o nome de uma flor típica do cerrado brasileiro, de extrema beleza e delicadeza. Brota entre pedras e capim seco e cresce em arbustos de até 4 metros de altura. As flores aparecem na primavera e no verão, são bem pequenas, com estames longos de cor rosa, vermelha ou branca. É bastante usada em paisagismo e uso decorativo.

Sempre viva

A Sempre Viva é uma planta típica do cerrado. Como o próprio nome sugere, tem a capacidade de se desenvolver em ambientes pouco férteis e manter suas características vitais mesmo depois de colhidas e secas. É muito apreciada pela sua estrutura física e também é conhecida como “Chuveirinho”.

Cris Eich

Meu nome é Cristina Carvalho – Cris Eich é um apelido dos tempos de colégio em Mogi das Cruzes, cidade do interior paulista onde nasci.

Ainda adolescente me mudei para São Paulo onde pude frequentar ateliês e desenvolver as técnicas de desenho, gravura, pintura e aquarela – minha favorita. Nos últimos anos descobri o prazer de por as mãos na argila e desde então, além de aquarelista também me tornei aprendiz de ceramista.

Nesse quebra-cabeça utilizei a técnica da aquarela, um tipo de pintura que todo mundo aprende desde pequenino, logo que entra na escola. Adoro as cores e o jeito de pintar, é só pegar um pincel, mergulhar na água e deixar que a gota d’água viaje pelo papel.