Floresta Amazônica

Macaco Uacari-branco

Os uracaris-brancos habitam uma limitada região da Floresta Amazônica e estão ameaçados de extinção. Sua principal característica é a cabeça calva. Seu pelo é longo e liso, cobre parcialmente as orelhas e forma uma barba rala dirigida para frente. Vivem nas partes superiores das árvores mais altas e nunca são encontrados no chão. Descem para os ramos mais baixos e grossos para se alimentarem de frutos, sementes, brotos e folhas.

Tracajá

O tracajá pertence à família dos cágados e são bastante encontrados na Amazônia. Esses animais, assim como as tartarugas, põem seus ovos em buracos. Os ovos ficam ali entre 90 e 220 dias. Após esse período, os filhotes aparecem e tentam chegar aos rios. Durante o percurso, no entanto, muitos são pegos por predadores. De 20 ovos postos, apenas um ou dois filhotes se salvam. O tracajá chega a viver de 60 a 90 anos.

Peixe-boi

O peixe-boi-da-Amazônia é da pesada! Ele vive exclusivamente em água doce e atinge até três metros de comprimento e 450 quilos. Seu couro cinza-escuro é extremante grosso e resistente, e a maioria apresenta uma mancha branca ou rosada na barriga. A cada cinco minutos, ele costuma subir à superfície para respirar e consegue passar até 20 minutos no fundo da água.

Onça-pintada

Você sabia que a onça pintada é uma excelente nadadora? É também uma caçadora poderosa! Suas patas lhe proporcionam uma força extraordinária, o que ajuda muito a caçar animais como antas, capivaras, tamanduás e até jacarés. Infelizmente, o desmatamento, o envenenamento dos rios e a caça, têm acabado com a população de onças pintadas em diversos lugares.

Mutum

Habita o chão de florestas de galeria e bordas de florestas densas. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares. Embora passe a maior parte do tempo no chão, empoleira-se para dormir. Procura sempre o mesmo poleiro para dormir, mas em noites enluaradas fica muito inquieto, abandonando o ponto tradicional e procurando outro local próximo. Trai seu nervosismo por movimentos de abrir e fechar da cauda. Outros tiques nervosos são os movimentos súbitos de sacudir a cabeça lateralmente e eriçar o penacho.

Macaco-Muriqui-do-norte

O Muriqui-do-norte é o maior primata sul-americano e pode pesar até 15 kg. Possui longos braços e uma cauda capaz de o segurar nos galhos. Uma curiosidade: o muriqui-do-norte, quando desperta, é bastante preguiçoso. Para evitar cair do galho durante do sono, tem uma técnica infalível: usa a cauda para se manter preso. E não é só isso: conforme ele cresce e envelhece, o muriqui perde a pigmentação da pele da cara, que funciona como uma digital. Nenhum é igual ao outro, o que facilita a identificação e a pesquisa de cada indivíduo.

Macaco-aranha

O nome macaco-aranha é explicado pelo fato dessa espécie apresentar os membros mais longos que o comum. Ao se movimentar com grande agilidade pelos galhos das árvores, o macaco-aranha usa todos os membros e inclusive sua cauda, lembrando os movimentos das aranhas, com suas longas pernas andando por suas teias. Esta espécie dorme de forma curiosa, em grupos de dois ou três, com as caudas entrelaçadas, prendendo-se uns aos outros.

Cobra-sururucu

A surucucu é a maior serpente venenosa do continente americano e uma das maiores do mundo, podendo chegar a quatro metros de comprimento. Seu corpo é marrom e marcado com formas que lembram losangos marrom-escuros, revestidos por faixas esverdeadas. Assim como a cascavel, a surucucu também dá sinal de que está incomodada por terem invadido seu território.

Harpia (Gavião-real)

É uma ave que desperta muita curiosidade, chamada popularmente de gavião-real. Bastante forte e ágil, a harpia é capaz de arrancar bichos-preguiça agarrados a galhos de árvores e capturar presas sem interromper seu voo. O poder de visão do gavião-real é cerca de oito vezes mais potente que o de indivíduos de nossa espécie.

Boto

O boto cor-de-rosa ou boto vermelho, como é conhecido pelos moradores da bacia amazônica, é um golfinho pequeno que vive nos rios. Seu corpo é bastante flexível porque ele precisa ser ágil para desviar de obstáculos e capturar suas presas. A coloração dos botos varia com a idade: nos recém-nascidos e jovens a coloração é cinza e os adultos passam a ter uma coloração rosada. Nos machos essa cor é ainda mais intensa.

Borboleta Atlas

É a maior borboleta do mundo, também conhecida como borboleta gigante ou Atlas gigante. Esta espécie de, 25 cm de tamanho, foi capturada e registada pelo fotógrafo Sandesh Kadur, que a descreveu como borboleta “descomunal”. O fotógrafo admitiu ter algum medo, porque a borboleta parecia querer atacá-lo, abrindo as asas numa posição mais defensiva. Mas ele logo percebeu que ela era completamente inofensiva. Apesar das grandes dimensões, ela tem um tempo de vida muito curto, aproximadamente duas semanas. São muito instáveis no voo e nunca se afastem para muito longe. Seu único objetivo na vida é procriar.

Ariranha

Curiosas, brincalhonas e barulhentas, as ariranhas são mamíferos parecidos com as lontras. Vivem em pequenos grupos (de até nove ariranhas) e passam o dia socializando nas margens dos rios, descansando e caçando. São ótimas nadadoras e mergulhadoras. As ariranhas podem chegar até 1,80 m de comprimento e pesar por volta de 35 kg.

Arara-azul

A arara-azul-grande é uma ave que vive na Floresta Amazônica e, principalmente, no Cerrado e Pantanal. Essa espécie está ameaçada de extinção, e outras espécies de araras-azuis já foram extintas. É uma ave monogâmica, ou seja, formam um par constante por toda a vida.

Anta Amazônica

A anta brasileira é um mamífero terrestre. Geralmente as fêmeas são maiores, chegando a medir até dois metros de comprimento e pesar até 300 kg. As antas estão sempre próximas aos rios porque é neles que ela prefere se esconder de predadores. É uma ótima nadadora, um animal pacífico, tímido e indefeso em relação ao homem.

Cris Eich

Meu nome é Cristina Carvalho – Cris Eich é um apelido dos tempos de colégio em Mogi das Cruzes, cidade do interior paulista onde nasci.

Ainda adolescente me mudei para São Paulo onde pude frequentar ateliês e desenvolver as técnicas de desenho, gravura, pintura e aquarela – minha favorita. Nos últimos anos descobri o prazer de por as mãos na argila e desde então, além de aquarelista também me tornei aprendiz de ceramista.

Nesse quebra-cabeça utilizei a técnica da aquarela, um tipo de pintura que todo mundo aprende desde pequenino, logo que entra na escola. Adoro as cores e o jeito de pintar, é só pegar um pincel, mergulhar na água e deixar que a gota d’água viaje pelo papel.