Folclore Brasileiro

Vitória-régia

Diz a lenda que a lua era um deus que namorava as mais lindas índias e, sempre que se escondia, levava algumas para serem transformadas em estrela. Naiá era uma índia que sonhava ser levada pela lua. Certa noite, Naiá viu o reflexo da lua no lago e, achando que ela vinha para levá-la, atirou-se nas águas e desapareceu. A lua, comovida, resolveu transformar a índia em uma linda planta: a vitória-régia.

Boitatá

Cobra de fogo que protege as matas e os animais, capaz de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito tenha origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Na região nordeste, o Boitatá é conhecido como “fogo que corre”.

Comadre Florzinha

É uma fada pequena que vive nas florestas do Brasil. Vaidosa e maliciosa, possui cabelos compridos e enfeitados com flores coloridas. Sua missão é proteger a fauna e a flora. Junto com suas irmãs, vive dando sustos e fazendo travessuras com os caçadores e pessoas que tentam desmatar a floresta.

Saci-pererê

O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Está sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho, que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar as pessoas com gargalhadas.

Negrinho do Pastoreio

Diz a lenda que o Negrinho do Pastoreio era um menino escravo que foi muito maltratado pelo patrão. Certa vez, quando foi pastorear os cavalos, perdeu um deles. Depois de ter sido maltratado pelo fazendeiro e jogado em um formigueiro, o Negrinho aparece sem marcas no corpo, ao lado da Virgem Maria e montado no cavalo baio que estava perdido. O fazendeiro se ajoelhou pedindo perdão. O menino nada respondeu, apenas beijou as mãos da Nossa Senhora, montou no cavalo e partiu a galope.

Mula sem-cabeça

A lenda conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, nas noites de quinta para sexta-feira, a moça era transformada em um animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto cospe fogo.

Boto

A lenda diz que o boto é um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Depois da conquista, leva as jovens para a beira de um rio para namorar. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para se transformar em boto.

Cuca

A Cuca é uma velha com formas de jacaré e dedos de gavião que rouba as crianças que desobedecem seus pais. O monstro é um dos principais elementos do folclore brasileiro, principalmente por conta da obra Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, em que a Cuca é a principal vilã.

Curupira

Assim como o Boitatá, o Curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. O Curupira é um anão de cabelos compridos e os pés virados para trás. Persegue e mata todos os que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do Curupira.

Jurupari

Jurupari foi enviado pelo sol para mudar os costumes dos homens e encontrar para o próprio sol uma esposa. Com sete dias de vida já aparentava ter 10 anos, e sua sabedoria atraiu a atenção de todos, que queriam ouvir o ensinamento dos novos costumes que o sol dizia que deveriam seguir. Mas falhou na missão de encontrar a noiva ideal para o sol e, por isso, continua na Terra levando uma vida oculta.

Lobisomem

Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de se transforma em lobo nas noites de lua cheia. Nessas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Iara

Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a Iara ou Mãe D’Água: a sereia. Ela tem o corpo metade de mulher, metade peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Carla Pilla

Carla Pilla nasceu em 1979 e mora em Porto Alegre, mas já morou no Rio de Janeiro. É formada em Publicidade e fez Pós-Graduação em Expressão Gráfica. Sempre gostou de desenhar e fez diversos cursos de desenho e técnicas artísticas, entre eles Ilustração de Livros Infantis na CSM, em Londres. Desenha a coluna de Martha Medeiros aos domingos, na Revista Donna, do Jornal Zero Hora. Já ilustrou mais de vinte livros infantis para editoras de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Muitos ilustradores desenham no computador, mas ela gosta mesmo é de desenhar e pintar no papel, fazendo bastante bagunça! De uns tempos pra cá, tem gostado de pintar com aquarela, que é um tipo de tinta bem diluída em água. Adorou ter a oportunidade de ilustrar algo diferente, como esses jogos bacanas inspirados na cultura brasileira. As imagens do folclore foram todas desenhadas com caneta e coloridas em aquarela.